A saúde masculina por muito tempo foi deixada em segundo plano devido a tabus, desinformação e receio em relação a exames preventivos. No entanto, o cenário da urologia moderna evoluiu para garantir diagnósticos precisos, tratamentos eficazes e, acima de tudo, a preservação da qualidade de vida do homem. Entre as condições urológicas mais frequentes na população masculina acima dos 40 anos, destacam-se a Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) e o Câncer de Próstata.
Embora afetem a mesma glândula e apresentem alguns sintomas em comum, trata-se de doenças com origens, evoluções e abordagens terapêuticas completamente distintas. O grande avanço da medicina urológica atual está na capacidade de diagnosticar essas alterações precocemente e oferecer tratamentos cirúrgicos com alta tecnologia.
Na clínica CEM – Centro de Especialidades Médicas de Campo Mourão, sob a liderança do Dr. Eufanio Saqueti (CRM 17336 / RQE 12585), especialista em Urologia e Cirurgia Robótica, os pacientes de Campo Mourão e de toda a região da COMCAM contam com atendimento humanizado e técnicas minimamente invasivas que revolucionaram o cuidado com a próstata.
Neste guia completo, você entenderá o funcionamento da próstata, as diferenças entre o crescimento benigno e o câncer, a importância dos exames de rotina e como a cirurgia robótica se tornou o padrão-ouro no tratamento urológico.
O que é a Próstata e Quais São Suas Principais Doenças?
A próstata é uma glândula do sistema reprodutor masculino, do tamanho aproximado de uma noz, localizada logo abaixo da bexiga e à frente do reto. Sua função principal é produzir o líquido seminal, que nutre e transporta os espermatozoides durante a ejaculação. Como a uretra (canal que conduz a urina da bexiga para fora do corpo) passa pelo centro da próstata, qualquer alteração no tamanho ou na estrutura dessa glândula afeta diretamente o fluxo urinário.
Com o passar dos anos e devido às alterações hormonais naturais do envelhecimento, a próstata pode passar por transformações celulares. As duas condições mais prevalentes são a Hiperplasia Prostática Benigna e o Câncer de Próstata.
1. Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)
A HPB consiste no aumento benigno (não canceroso) do tamanho da próstata. É uma condição extremamente comum: estima-se que mais de 50% dos homens com mais de 50 anos apresentem algum grau de HPB, proporção que pode chegar a 80% aos 80 anos. À medida que a próstata cresce, ela comprime a uretra, dificultando o esvaziamento da bexiga.
2. Câncer de Próstata
O câncer de próstata é o segundo tipo de tumor mais frequente entre os homens no Brasil, atrás apenas do câncer de pele não melanoma. Ele ocorre quando as células da glândula começam a se multiplicar de forma desordenada. Diferente da HPB, o tumor maligno costuma se desenvolver na zona periférica da próstata, o que significa que nas fases iniciais ele não comprime a uretra e não apresenta nenhum sintoma.
Atenção com a sua saúde urológica: Se você tem mais de 40 anos ou possui histórico familiar de problemas na próstata, agende uma avaliação com o especialista. Clique aqui e fale com a equipe do Dr. Eufanio Saqueti na pelo WhatsApp (44) 99158-7672.
Hiperplasia Prostática Benigna vs. Câncer de Próstata: Entenda as Diferenças
É muito frequente que homens assustados associem o aumento da próstata ou a dificuldade para urinar imediatamente ao câncer. No entanto, é fundamental esclarecer que a Hiperplasia Prostática Benigna não é câncer e não se transforma em tumor maligno.
Quadro Comparativo: HPB vs. Câncer de Próstata
| Característica | Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) | Câncer de Próstata |
| Natureza | Crescimento celular benigno | Neoplasia maligna (tumor) |
| Local de Origem | Zona de transição (central, ao redor da uretra) | Zona periférica da próstata |
| Sintomas Iniciais | Fortes sintomas urinários desde o início | Totalmente assintomático na fase inicial |
| Risco de Metástase | Nulo | Existe risco se não tratado precocemente |
| Evolução | Crescimento progressivo e lento | Variável (desde indolente até agressivo) |
Principais Sintomas de Alerta ao Urinar
Quando a próstata aumenta de tamanho (seja por HPB ou por tumores avançados), o paciente começa a notar mudanças no padrão urinário. Fique atento aos seguintes sinais:
Jato urinário fraco, fino ou interrompido: Sensação de que a força da urina diminuiu.
Dificuldade para iniciar a micção: Necessidade de fazer força abdominal para a urina começar a sair.
Nictúria: Acordar várias vezes durante a noite exclusivamente para urinar, prejudicando o sono.
Polaciúria: Aumento na frequência urinária ao longo do dia, sentindo vontade a cada hora.
Sensação de esvaziamento incompleto: Ter acabado de urinar e continuar sentindo a bexiga cheia.
Gotejamento no final da micção: A urina continua pingando após terminar.
Urgência urinária: Necessidade súbita e incontrolável de urinar.
Presença de sangue na urina ou no sêmen: Sinal de alerta que exige investigação imediata.
Diagnóstico Precoce: Como Funciona o Exame de Toque e o PSA Alto
A chave para o sucesso no tratamento do câncer de próstata é o diagnóstico precoce. Quando identificado em fases iniciais, a chance de cura ultrapassa 90%. Por isso, a Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) recomenda que homens a partir dos 50 anos (ou 45 anos para aqueles com fatores de risco, como parentes de primeiro grau com histórico da doença ou negros) realizem o acompanhamento anual com o urologista.
O diagnóstico preciso combina exames laboratoriais, físicos e de imagem.
1. O Exame de Sangue PSA (Antígeno Prostático Específico)
O PSA é uma proteína produzida pelas células da próstata. A medição da sua concentração no sangue é um excelente marcador. No entanto, um PSA alto não significa necessariamente câncer.
O PSA pode subir por diversos motivos benignos, como:
Hiperplasia Prostática Benigna (HPB).
Prostatite (infecção ou inflamação da próstata).
Retenção urinária aguda.
Uso recente de sonda vesical ou procedimentos urológicos.
Atividades físicas intensas como ciclismo.
O urologista analisa não apenas o valor isolado do PSA, mas a sua relação com o PSA Livre e a velocidade com que o indicador se eleva ao longo dos meses.
2. O Exame de Toque Retal
O exame de toque retal é rápido, indolor e insubstituível. Como a zona periférica da próstata fica encostada na parede do reto, o urologista consegue palpá-la em poucos segundos para verificar:
O tamanho da glândula.
A consistência (se está macia ou endurecida).
A presença de nódulos ou assimetrias.
Cerca de 10% a 20% dos casos de câncer de próstata são diagnosticados pelo toque retal mesmo com valores de PSA normais. Por isso, os dois exames são complementares.
3. Exames Complementares de Imagem e Biópsia
Se houver alteração no PSA ou no toque retal, o Dr. Eufanio Saqueti poderá solicitar uma Ressonância Magnética Multiparamétrica da Próstata. Caso a ressonância identifique áreas suspeitas, realiza-se a biópsia de próstata guiada por ultrassom, que retira pequenos fragmentos de tecido para análise laboratorial e confirmação diagnóstica.
Não adie seu check-up urológico por receio. Na CEM em Campo Mourão, você conta com uma estrutura discreta, segura e focada no seu conforto.
Clique aqui para agendar sua consulta com o Dr. Eufanio Saqueti via WhatsApp.
A Evolução do Tratamento: O que é a Cirurgia Robótica Urológica?
Quando o câncer de próstata localizado é confirmado, a intervenção cirúrgica para remoção completa da glândula (chamada de Prostatectomia Radical) é uma das principais opções curativas. No passado, a cirurgia aberta exigia grandes cortes abdominais, resultava em sangramento considerável e demandava um longo período de recuperação.
Nas últimas décadas, a cirurgia evoluiu para a laparoscopia e, mais recentemente, atinge seu ápice tecnológico com a Cirurgia Robótica.
A cirurgia robótica urológica é uma modalidade minimamente invasiva na qual o cirurgião urologista comanda um sistema robótico de alta precisão através de uma console imersiva. É fundamental esclarecer: o robô não opera sozinho. Ele funciona como uma extensão perfeita das mãos e dos olhos do cirurgião, reproduzindo seus movimentos com escala de precisão milimétrica e eliminando qualquer tipo de tremor humano.
Como Funciona o Sistema Robótico na Prostatectomia?
Visão Tridimensional de Alta Definição (3D HD): A câmera robótica introduzida por pequenas incisões (de 0,5 a 1 cm) amplia a imagem em até 15 vezes com profundidade de campo impecável.
Pinças Articuladas (EndoWrist): Os instrumentos robóticos possuem articulações que giram em 360 graus, superando a capacidade de rotação do punho humano e permitindo manobras em espaços anatômicos estreitos, como a pelve masculina.
Filtragem de Tremores e Precisão: O sistema traduz os comandos das mãos do cirurgião em movimentos microcirúrgicos exatos.
Vantagens do Robô: Preservação da Continência Urinária e da Potência Sexual
A anatomia da pelve masculina é complexa. A próstata fica posicionada exatamente ao lado dos feixes nervosos encarregados de promover a ereção peniana e logo acima do esfíncter urinário, o músculo responsável pelo controle da urina.
Nas cirurgias tradicionais, a manipulação cega ou a tração exagerada desses tecidos delicados aumentava o risco de duas sequelas temidas pelos homens: a incontinência urinária e a disfunção erétil.
A precisão da cirurgia robótica urológica transformou esses resultados funcionais.
Benefícios Diretos da Prostatectomia Robótica:
Preservação dos Nervos da Ereção (Nerve-Sparing): Com a visão magnificada em 3D e pinças delicadas, o urologista consegue dissecar e afastar os feixes neurovasculares da próstata sem lesioná-los, preservando a capacidade erétil do paciente na maioria dos casos.
Recuperação Rápida da Continência Urinária: A sutura precisa entre a bexiga e a uretra favorece a cicatrização anatômica correta, reduzindo o tempo de uso de sonda vesical e acelerando o retorno do controle urinário.
Sangramento Mínimo: A pressão do pneumoperitônio combinada com a cauterização milimétrica dos vasos reduz drasticamente a necessidade de transfusões de sangue.
Menos Dor Pós-Operatória: Como não há corte abdominal extenso, o desconforto pós-cirúrgico é incomparavelmente menor.
Tempo de Internação Reduzido: A maioria dos pacientes recebe alta hospitalar em 24 a 48 horas.
Retorno Precipitado às Atividades: A recuperação global possibilita que o homem retorne à sua rotina profissional e familiar em fração do tempo da cirurgia aberta.
O Papel do Dr. Eufanio Saqueti na CEM e na Região da COMCAM
O sucesso de qualquer procedimento tecnológico depende diretamente do treinamento, da experiência e da habilidade do cirurgião que opera o sistema.
O Dr. Eufanio Saqueti (CRM 17336 / RQE 12585) é médico especialista em Urologia com vasta qualificação e capacitação em Cirurgia Robótica. Atuando há anos na clínica CEM – Centro de Especialidades Médicas de Campo Mourão, ele se tornou referência no diagnóstico e tratamento das doenças da próstata, rins e bexiga para toda a população da região da COMCAM.
Atuação Multidisciplinar e Focada no Paciente
No CEM, o atendimento urológico vai muito além do momento cirúrgico. Cada paciente passa por um processo estruturado que inclui:
Investigação Diagnóstica Criteriosa: Análise minuciosa de exames de laboratório, ultrassonografias, urodinâmica e ressonâncias.
Decisão Terapêutica Personalizada: Discussão transparente sobre as melhores opções para o seu caso (seja acompanhamento ativo, medicação, cirurgia a laser para HPB ou cirurgia robótica).
Acompanhamento Pós-Operatório Próximo: Suporte contínuo para reabilitação pélvica, monitoramento de taxas de PSA pós-cirúrgicas e suporte integral ao paciente e sua família
Buscando atendimento urológico especializado em Campo Mourão? Agende sua consulta com o Dr. Eufanio Saqueti na clínica CEM e conte com a mais alta tecnologia urológica ao seu alcance. Clique aqui para chamar nossa equipe no WhatsApp (44) 99158-7672.
Perguntas Frequentes
Para ajudar você a tomar decisões informadas e sem medo, respondemos abaixo às dúvidas mais comuns enviadas à nossa equipe de atendimento.
Não obrigatoriamente. Para tumores de baixo risco (chamados indolentes ou de comportamento brando), é possível adotar a estratégia de Vigilância Ativa. O paciente é acompanhado de perto com exames periódicos de PSA, ressonância e eventuais novas biópsias. A cirurgia robótica ou a radioterapia são indicadas quando o tumor demonstra agressividade ou em pacientes mais jovens que buscam a cura definitiva.
Os planos de saúde cobrem a prostatectomia radical laparoscópica. A modalidade robótica já consta nos protocolos de diretrizes médicas para diversos procedimentos urológicos, e a viabilidade da utilização da plataforma robótica pode ser analisada caso a caso junto ao convênio e ao hospital de suporte.
Não necessariamente. Como vimos, o PSA é um marcador específico do tecido prostático, e não exclusivo do câncer. Prostatites, infecções urinárias, retenção de urina e a própria Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) fazem o PSA subir. Apenas uma avaliação com o especialista poderá determinar a causa do aumento.
A maioria dos pacientes caminha no dia seguinte ao procedimento e recebe alta hospitalar em até 48 horas. A sonda vesical costuma ser retirada entre 7 e 10 dias após a cirurgia. Atividades leves de rotina podem ser retomadas em cerca de duas semanas, evitando esforços físicos pesados pelo período orientado pelo cirurgião.
Sim! Nas fases iniciais e moderadas, a HPB responde muito bem ao tratamento medicamentoso (utilizando bloqueadores alfa e inibidores da 5-alfarreductase) que relaxam a musculatura prostática ou reduzem o volume da glândula. A cirurgia (seja ressecção endoscópica, cirurgia a laser ou robótica) é reservada para casos em que os remédios não fazem mais efeito ou surgem complicações como retenção urinária e cálculos na bexiga.
