A incontinência urinária é caracterizada pela perda involuntária de urina. Mais comum do que se imagina, atinge cerca de 30% das mulheres adultas e pode surgir em qualquer fase da vida. Apesar de frequente, a incontinência urinária não é algo normal. Existem tratamentos eficazes que podem resolver ou controlar o problema, devolvendo a liberdade e a qualidade de vida.
Na Clínica CEM, em Campo Mourão, as pacientes encontram desde abordagens conservadoras até tecnologias e procedimentos modernos, como o tratamento minimamente invasivo para a perda de urina aos esforços.
Principais Tipos de Incontinência Urinária
- Incontinência de Esforço: perda involuntária de urina ao tossir, espirrar, rir, pular ou levantar peso. Ocorre quando a musculatura do assoalho pélvico e o esfíncter uretral não conseguem conter a urina diante do aumento da pressão abdominal.
- Bexiga Hiperativa (Incontinência de Urgência): vontade súbita, intensa e incontrolável de urinar, que pode ou não vir acompanhada de escape de urina. Provoca idas frequentes ao banheiro ao longo do dia e durante a noite.
- Incontinência Mista: combinação da incontinência de esforço com a de urgência, sendo bastante comum em mulheres no período da menopausa.
Causas Principais
A incontinência urinária feminina possui origem multifatorial. Entre os motivos mais comuns estão:
- Parto Vaginal: o estiramento natural das estruturas do assoalho pélvico durante o parto pode fragilizar o suporte da bexiga e da uretra.
- Menopausa: a queda progressiva dos níveis de estrogênio reduz a elasticidade e a resistência dos tecidos pélvicos.
- Obesidade: o excesso de peso abdominal exerce pressão contínua sobre a bexiga e sobrecarrega os músculos da pelve.
- Cirurgias Pélvicas Anteriores: procedimentos como a histerectomia podem alterar o suporte anatômico dos órgãos pélvicos.
- Envelhecimento: perda natural de colágeno, tônus e força muscular.
- Constipação Crônica: o esforço repetido ao evacuar enfraquece gradativamente a musculatura do assoalho pélvico.
- Atividades de Alto Impacto: práticas esportivas intensas de longa data, como corrida e crossfit, quando realizadas sem o devido fortalecimento pélvico.
Sintomas de Alerta
- Perda de urina ao tossir, espirrar, gargalhar ou fazer exercícios físicos.
- Vontade repentina de urinar que não dá tempo de chegar ao banheiro.
- Necessidade de acordar várias vezes à noite para urinar (nictúria).
- Uso frequente de protetores diários ou absorventes para conter escapes.
- Isolamento ou mudança de rotina social e física por receio de vazamentos.
Opções de Tratamento Disponíveis
A abordagem terapêutica varia de acordo com o tipo, a gravidade da perda e o perfil da paciente:
1. Tratamentos Minimamente Invasivos e de Consultório
Tecnologias de radiofrequência ou estímulo tecidual (como o EnseLLA) atuam no fortalecimento da parede anterior da vagina e do canal uretral. Por meio do estímulo à produção de colágeno e remodelação dos tecidos, promovem o ganho de tônus pélvico sem necessidade de cortes, pontos ou afastamento das atividades diárias.
Vantagens dos procedimentos de consultório:
- Procedimento rápido e bem tolerado.
- Não requer internação hospitalar.
- Sem cicatrizes.
- Retorno imediato às atividades de rotina no mesmo dia.
- Pode ser combinado com a fisioterapia pélvica para potencializar os resultados.
- Indicado para quadros leves a moderados de incontinência de esforço.
2. Fisioterapia do Assoalho Pélvico
Exercícios direcionados de fortalecimento muscular (como os exercícios de Kegel), com ou sem o auxílio de biofeedback e eletroestimulação.
3. Cirurgia de Sling Uretral
Técnica cirúrgica minimamente invasiva na qual uma pequena faixa sintética de suporte é posicionada sob a uretra, atuando como um “reforço” contra as perdas por esforço.
4. Tratamento Medicamentoso
Uso de medicações antimuscarínicas ou agonistas beta-3, indicadas principalmente para o controle da bexiga hiperativa.
5. Pessários Vaginais
Dispositivos de silicone flexíveis inseridos na vagina para oferecer suporte mecânico à uretra e ao colo da bexiga.
Perguntas Frequentes (FAQ)
Incontinência urinária tem cura?
Sim. A depender do tipo e do grau de severidade, a incontinência pode ser curada ou ter seus sintomas significativamente controlados por meio de tratamentos conservadores, fisioterapêuticos, tecnológicos ou cirúrgicos.
Quantas sessões de procedimentos no consultório costumam ser necessárias?
O protocolo é personalizado após a avaliação médica. Em geral, recomenda-se um ciclo de 1 a 3 sessões, com intervalos entre 30 e 60 dias.
O tratamento de radiofrequência pélvica provoca dor?
O procedimento costuma ser muito bem tolerado. A paciente pode perceber uma leve sensação de aquecimento local durante a aplicação, mas sem desconforto significativo.
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